sábado, 6 de novembro de 2010

Outro da época da graduação...


O mau exemplo dado pelas oposições no Brasil

A política nacional sofre do mal da divisão, já não é mais a mesma. Em um país que sofreu de tantos males causados pela política arbitrária que era praticada, os ideais de mudança, melhoria e reforma praticamente não existem mais. É impossível acreditar que os políticos de uma nação que em outrora defendiam a derrocada da ditadura militar, um sistema que tolhia a liberdade de expressão e de pensamento, hoje não se mobilizam para que o país cresça política e socialmente.

Muitos políticos brasileiros da chamada “direita” e que hoje são oposição ao governo que está no poder, se vangloriam de ter lutado contra a ditadura militar e a favor da população, mas não cumprem o que de fato se propõem a fazer enquanto oposição. Criticam e apontam falhas, todavia não apresentam soluções para tudo o que para eles é errado e apolítico.

É difícil acreditar que alguém que ostente tanta popularidade, como é o caso do Presidente Lula, seja um homem descompromissado com o país, como faz questão de afirmar a oposição. É inegável o crescimento da economia, do social e do bem- estar dos brasileiros. Para se manter como opositores, tais políticos esquecem-se de tudo isso. E esquecem-se mais ainda da época em que eram governo.

Muitos dos hoje opositores, na época em que estiveram no governo, não exerceram seus mandatos de maneira muito diferente da que eles criticam atualmente. Seguiam modelos norte-americanos, como por exemplo, a privatização das empresas brasileiras pertencentes ao povo. Ora, nem tudo o que funciona nos Estados Unidos é benéfico para o Brasil. A estrutura política destes dois países é completamente diferente. No caso da privatização das estatais, “tem-se um benefício imediato e uma conseqüência nefasta” e estas consequências são bem piores do que as do Bolsa Família.

O que uma oposição realmente responsável deve fazer é contrapor pontos de vista, projetos e fazer denúncias. Mas em um país em que a popularidade do governo é quase que total, ser oposição é uma tarefa difícil. Difícil, mas não impossível.


* O final está meio tosco, foi feito na época da Faculdade, era um editorial. Postei para esse blog aqui não morrer. Ele já estava com o "pé na cova"... rsrs

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Alma silenciosa


Ás vezes ela se sente sozinha, tão sozinha que não consegue enxergar nada à sua volta. Chega em casa, larga os seus livros num canto (qualquer canto), e se abandona diante da sua solidão. Ela sabe como é bonita a vida lá fora, mas prefere enclausurar-se dentro do seu mundo, como se mais nada lhe restasse, como se o seu destino fosse ser (e permanecer) inerte pelo resto de sua vida. E ela é uma menina cheia de anseios, embora ainda não saiba defini-los com certeza, ela os têm com fervor. Mas prefere ter medo e se acorvardar diante das dificuldades que lhe surgem. Amigos? ela têm, poucos e bons, como costuma dizer. Logo, não é a falta deles que a faz padecer, que a entristece e a angustia. É algo que nem ela mesma sabe explicar. A solidão é boa de vez em quando, nos faz pensar na vida, colocar as ideias em ordem, mas ela ultimamente tem pensado tanto, que sua existência tem se resumido quase que exclusivamente a isso.
Vez ou outra ela chora, quando está sozinha, claro. Não gosta que as outras pessoas compartilhem de sua fraqueza. Para todos, aquela menina é feliz. Ela faz questão de parecê-lo. Talvez ela seja. A felicidade é algo que a gente encontra com o tempo, é algo que buscamos. Ela tem buscado, à sua maneira, essa felicidade. De uma forma ou de outra, ela a encontrará. Seja pensando na vida e colocando as ideias em ordem, seja encontrando uma forma de não levar a vida tão a sério, cobrando-se e punindo-se menos. Talvez a felicidade dessa garota esteja nisso: em ser solitária, em pertencer ao seu mundo, à sua plenitude... A felicidade está nos olhos de quem vê!


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Desçam do ringue, apresentem propostas...


Troca de ameaças na TV, é nisso que se resume o horário eleitoral gratuito este ano, infelizmente. Os eleitores não têm como votar em quem apresenta a melhor proposta, porque o jeito de se fazer política no Brasil hoje exclui essa possibilidade.

O eleitorado brasileiro credita seu voto a quem tem o nome menos envolvido em escândalos e, por consequência, acusa mais, estratégia do "vou te vencer pelo cansaço". Foi desta forma no primeiro turno, está acontecendo com maior força no segundo turno e parece que vai ser assim para sempre. Ou pelo menos, até enquanto os eleitores derem ouvidos às estratégias sujas dos políticos de trocarem insultos e ofensas, como se estivessem numa arena; como se o eleitor fosse o prêmio pela "qualidade" e grau de alcance do xingamento e da calúnia. Abra os olhos, eleitor. Voto é coisa séria!

Dilma Rousseff: Os rumos da Campanha após a descoberta do câncer



Desde o fim de abril, quando a ministra-chefe da Casa-Civil Dilma Rousseff anunciou que estava com um tipo de câncer no sistema linfático, sua presença é uma constante nos holofotes da mídia. A ela, não foi assistido o direito que cabe a toda e qualquer pessoa que se descobre com uma doença de tal gravidade: o recolhimento e o silêncio.

A economista de 61 anos tem sido vista, depois da descoberta de sua doença, sob o único e exclusivo ângulo do animal político. As perguntas são sempre as mesmas: O câncer (pequeno linfoma que surgiu em uma das axilas da ministra) implicará na sua desistência da disputa presidencial nas próximas eleições? Se a doença progredir, pode-se dizer que sua candidatura à sucessão de Lula será fragilizada? Ou será que a enfermidade que acomete Dilma Rousseff vai humanizar sua campanha?

Assim como as perguntas, a resposta é sempre a mesma: Somente as pesquisas poderão indicar o futuro político da pré-candidata do governo e se esta doença aumentou a sua popularidade. É natural e totalmente compreensível que Dilma tenha medo das consequências que isso trará para o andamento da sua campanha. Afinal, concorrer à Presidência da República e melhor, suceder Lula, o presidente de maior popularidade da história política do Brasil, não é lá uma das tarefas mais fáceis para uma pessoa que nunca enfrentou as urnas.

Após ser substituída por Antônio Palocci, Dilma Rousseff assumiu o cargo de ministra-chefe da Casa-Civil em junho de 2005. A partir de então, tornou-se o “braço direito” do presidente Lula. Nome melhor não haveria, apesar das diferenças aparentes, para dar continuidade ao mandato do PT.

Até pouco tempo antes de comunicar à imprensa que estava com câncer, a economista mineira demonstrava não estar preocupada com a corrida presidencial, evitava, sempre que questionada, falar sobre as eleições do ano que vem. Os repórteres insistiam, Dilma demonstrava-se irredutível.

E por falar em eleições presidenciais de 2010, o presidente Lula tem feito “das tripas coração” para que sua candidata chegue até a campanha tão popular quanto ele próprio. Apesar de Dilma evitar falar sobre isso, Lula fazia questão de deixar bem claro a sua predileção por ela dentre os seus aliados políticos. Talvez pela sobriedade e seriedade que a “mulher Dilma” transmite, ou talvez seja pela sinceridade e honestidade que a “ministra Dilma” confere. Lula é enfático sempre que o perguntam sobre “a política Dilma”.

Se o linfoma de Dilma Rousseff é benéfico ou maléfico para o seu futuro político, ainda não se sabe. Mas o que todos sabem é que, infelizmente, um câncer exige cuidados especiais. Mais cedo ou mais tarde a figura de Dilma não será mais estampada nas manchetes dos jornais e nem sua imagem será vista frequentemente nos telejornais. O tratamento dessa doença com certeza fará com que a ministra, pelo bem de sua saúde, reduza suas aparições públicas e isto, de maneira geral, enfraquecerá a “Dilma política”.

Talvez o discurso de Lula tenha que mudar daqui para a frente. Não acredito que a melhor solução para resolver esse impasse seja a dramatização do discurso político ou o uso da doença para conquistar votos. Muito mais importante para a campanha do que a doença é o sucesso do PAC, que é (ou pelo menos deveria ser) o maior trunfo da campanha da ministra.

A doença é sim, um fator preponderante na campanha da futura presidenciável, mas as pessoas não devem creditar seu voto apenas no sentimento de humanidade. Dilma tem muito mais virtude e história política e não é por causa de uma doença que todos os méritos dela serão esquecidos. A doença deve ser tratada como coadjuvante e não como protagonista dessa campanha.

"Se a questão da saúde de Dilma for encaminhada positivamente, reforçará a imagem de que ela venceu a ditadura, a tortura e o câncer", afirmou o líder do governo no Senado, Romero Jucá. Apesar de toda a confiança que o presidente Lula e seus aliados têm na ministra, não dispor de um “plano B”, seria imprudência demais.


* Texto que escrevi em maio de 2009 após a divulgação de que a então Ministra da Casa-Civil, Dilma Rousseff, estaria com câncer. Ainda bem que a sucessora de Lula está recuperada e totalmente apta para sucedê-lo e dar continuidade ao seu trabalho de maneira íntegra e responsável. O Presidente Lula não precisou dispor de um "Plano B". =)

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Porque eu gosto de compartilhar =)

Disritmia
Martinho da Vila

Eu quero me esconder debaixo dessa sua saia
Pra fugir do mundo, pretendo também me embrenhar
No emaranhado desses seus cabelos
Preciso transfundir seu sangue pro meu coração,
Que é tão vagabundo...
Me deixe te trazer num dengo

Pra num cafuné fazer os meus apelos...
Eu quero ser exorcizado

Pela água benta desse olhar infindo
Que bom é ser fotografado
Mas pelas retinas dos seus olhos lindos
Me deixe hipnotizado pra acabar de vez
Com essa disritmia...
Vem logo, vem curar teu nego

Que chegou de porre lá da boemia...

* Gravada por Zeca Baleiro no CD "Vô Imbolá"

Outro parêntese.

E eu tenho culpa de sentir essa coisa desmesurada, desmedida, tão boa e tão indesejada? tenho culpa de ter meus pensamentos única e exclusivamente voltados para um dia, um encontro, um momento? Pensamentos surgem e são incontroláveis por mais que a gente tente ter domínio sobre eles. O ruim de tudo é que a gente não pode transformar os pensamentos em realidade sempre que temos vontade, seria tão bom se as pessoas estivessem por perto para suprir nossas carências, nossos medos e solidão.
E a vida que aproxima as pessoas de maneira tão especial, esqueceu de me avisar o significado da palavra SAUDADE...

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

... [2]


"Se tivesse acreditado na minha brincadeira de dizer verdades, teria ouvido verdades que teimo em dizer brincando; falei como um palhaço mas jamais duvidei da sinceridade da plateia que sorria."
- Charles Chaplin -